segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

GAM – Um estilo de vida!

No ultimo sábado, dia 13/12, tivemos um encontro com o pessoal da Cadsoft que mora em SP, para falarmos sobre o projeto Habilitar para Incorporar, que tinha como principal objetivo apresentar os resultados de 2008 e o planejamento de 2009. Claro que o Glauson, que estava conduzindo a apresentação, como bom metanóico e grande utilizador da Roda do Aprendizado, começou a reunião colhendo as percepções de todos os participantes. Iniciou colhendo percepções sobre o que os participantes tinham achado do ano de 2008, se haviam atingido os resultados esperados, se estavam felizes e realizados com o que tinham desenvolvido em 2008.
Durante o processo, havia um momento em que relembrávamos a nossa estratégia, iniciando pela ideologia, passando pelo negócio e chegando em Foco, Diferenciais e Competências. Neste momento, todos participantes começaram a falar sobre como entendem e explicam cada um destes itens. Alinhamos com todos a diferença entre ideologia e negócio e passamos para o gomo da observação. Neste momento, o Luciano Cunha, que faz parte da comunidade Cadsoft à muitos anos, pediu a palavra e nos surpreendeu com a seguinte frase: “GAM é um Estilo de Vida!”  Confesso que nunca esperaria algo tão profundo. Olhei para o rosto de varias pessoas e rolou um arrepio generalizado, de tão inesperado, original e, porque não, gostoso de ouvir aquilo. Acho que todos estavam tentando encontrar uma definição que não vinha, mas o “Z” (como o Luciano é mais conhecido entre nós) conseguiu externar o sentimento de todos.

Depois deste fato, continuamos a reunião, seguida de um maravilhoso churrasco e no final todos foram embora, terminar de curtir o final de semana. Porém, aquela frase ficou forte em minha mente. O que estava por trás daquela frase, e do fato de todos terem se identificado com ela? Quando falamos em estilo de vida, estamos falando do que exatamente? Então fui pesquisar, encontrei uma definição e fiz uma adaptação livre: “..Estilo de vida é uma expressão moderna que se refere à estratificação da sociedade por meio de aspectos comportamentais. É a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivenciam o mundo e, em conseqüência, se comportam e fazem escolhas..”.

Depois de ler e interpretar esta definição, ao som de Tocando em Frente do Almir Sater, não tive dúvidas: GAM é realmente um estilo de vida! Quem conhece, vive e se apaixona por GAM sabe que por trás dele existe uma ideologia, pessoas que sabem o que querem, valores progressistas, enfim uma “..comunidade que aprende, ensina compartilha e se doa..”.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Felicidade e os pequenos grandes momentos

Ontem estava lendo um livro chamado “A cidade do sol”. Ele conta, através da história de vida de algumas personagens, a cultura, religião, guerras, crenças e mazelas do Afeganistão, entre 1960 e os dias de hoje. A leitura é pouco dura para nós ocidentais, que não estamos acostumados, principalmente, ao tratamento que é dado às mulheres naquele país. Durante a leitura comecei a refletir o que era felicidade para aquele povo, aquelas mulheres, aquelas crianças. A felicidade deles, segundo relatado no livro, era continuar vivo. Se fossem atacados por um míssil ou pisassem numa mina, a felicidade era perder apenas uma perna, para poder ter a outra como apoio. No caso das mulheres, felicidade era, por volta dos 15 anos, ser “escolhida” por alguém (geralmente muito mais velho e que sequer conhecia) para se casar, servi-lo, ser mãe de seus filhos e torcer para que não fosse maltratada. E então a história se repete. Para os meninos, o ideal era ser um soldado ou um mujahedin para lutar em algum jihad, e talvez se tornar um mártir. Mesmo assim, as famílias relatadas na estória são felizes. São unidas, se amam, amam a um Deus e oram diariamente para ele. Mesmo com toda esta realidade, eles conseguem ser felizes! Lutam, oram e amam em busca de dias melhores, claro, mas sem esmorecer. 
Diante desta estória, fiquei pensando o quanto não damos valor para pequenos momentos, pequenas conquistas em nosso dia a dia, que as vezes nos parecem banais.Não sabemos valorizar momentos de união com nossos amigos, nossa família, nossos namorados e cônjuges e estamos sempre em busca da “grande felicidade”, mas não percebemos quando estamos diante de um pequeno momento feliz. Se este povo afegão, que sofreu tanto por tanto tempo, conseguiu encontrar felicidade em pequenos atos e pequenos momentos, porque não conseguimos também?

Concluindo, acredito que “Felicidade” são pequenos grandes momentos repletos de atos de amor que nos rodeiam todos os dias de nossas vidas. Basta ter olhos para enxergá-los.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Expansão da Consciência

No ultimo “post” falei sobre a verdadeira felicidade e a ligação que existe entre ela e momentos kairós (ver “post” do dia 14/11/2008). A importância de reconhecermos  a felicidade como momentos únicos, divinos (kairós) e também de enxergar esta felicidade composta de momentos não tão bons. 
Porém, como fazer para reconhecer os momentos que compõe a verdadeira felicidade? É ai que entram os estágios de consciência. Não vou explorar a teoria dos sete estágios que existe por trás da meditação, mas gostaria de compartilhar como enxergo esta questão.
Para reconhecer a verdadeira felicidade identificando momentos kairós e aceitando momentos não tão bons como parte da verdadeira felicidade, precisamos expandir nosso estágio de consciência.  Mas como fazer isso? Primeiro, reconhecendo o que te faz feliz. Você já se perguntou o que realmente te faz feliz? Como podemos buscar (ou encontrar) algo que não conhecemos? Esta reflexão é o primeiro passo para expandir a consciência. Quando conseguimos responder perguntas que nos aprofundam em nosso auto-conhecimento, a expansão da consciência ocorre. 
Fernando Pessoa disse: “..para ser grande, sê inteiro. Nada teu despreza ou diminui..”. Mas, antes de ser inteiro, precisamos nos conhecer, expandido a nossa consciência sobre nós mesmos.