terça-feira, 21 de abril de 2009

A Casa do Grito!


Essa semana fui a um compromisso na região do Ipiranga (zona sul de sampa), muito próximo do monumento da independência e do museu do Ipiranga. Minha reunião terminou perto do horário do almoço e, invés de ir embora, decidi caminhar pelos arredores do monumento, já que fazia muito tempo que eu não andava por ali. Eu estava subindo a rua que liga o monumento ao museu, contemplando aquela bela imagem da nossa história quando virei pra esquerda e vi, bem escondida entre as árvores, a casa do grito. Continuei andando, mas, logo, parei e voltei. Fazia muito tempo que não entrava naquela casa.

A Casa do Grito, para quem  não conhece, é um patrimônio histórico, pois foi ali que, em 1822, Dom Pedro gritou, às margens do rio Ipiranga: "Independência ou Morte!". Ainda não se sabe se a casa que existe hoje, estava realmente ali em 1822, pois existem registros que dizem que a casa foi construída apenas em 1844, porém, ela ficou conhecida pois protagoniza uma das maiores obras que retratam este fato histórico: a tela “Independência ou Morte”, pintada por Pedro Américo em 1888.

Como eu estava ali, visitei a casa, que hoje é uma espécie de museu da independência e dos hábitos da época e também mostra como viviam as famílias no século 19. Algumas paredes estão descobertas (sem o conhecido “reboco”) para que possamos ver a forma que a casa foi originalmente construída: “pau a pique”, ou seja, construção com madeiras (geralmente bambu) entrelaçado com cipó e preenchida com barro.

Ademais a nostalgia que foi visitar esta casa (que devia fazer uns 15 anos que eu tinha ido pela última vez), o que me chamou a atenção foi a movimentação em torno do museu. Quando eu estava indo em direção ao portão, para sair do parque, pude observar uma série de crianças, orientadas pelos seus professores educadores, em direção à entrada do museu. Muitas, provavelmente, pela primeira vez ali, estavam eufóricas por estarem muito próximas de chegar um pouco mais perto da nossa história, respirar os ares daquela época, ver como viveram nossa monarquia, de onde viemos, como nos  tornamos independentes e qual a importância deste fato para a proclamação da atual republica que vivemos.

Educadores liderando crianças, em busca de cidadania para estes que serão os futuros líderes de nossa nação.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Educação é Saúde Pública?

Hoje eu recebi um email da Raissa, colaboradora da Cadsoft, com o link de uma reportagem veiculada pela revista Veja, a respeito da mudança proposta pelo ministério da educação para o vestibular, mudança que está sendo chamada de “Vestibular Unificado”. A reportagem é interessante e aborda diversos pontos de vista e claro, como tudo que permeia educação, é um assunto que ainda vai render longas discussões.

Após ler a reportagem, comentei sobre ela com a Ana, minha esposa. Ela é advogada e fonoaudióloga (apesar de exercer apenas fonoaudiologia atualmente) e estas duas experiências permitiram a ela contatos muito próximos com legislações, direitos humanos (incluindo educação), deveres e obrigações (todos no contexto do Direito) e também com o tema de saúde pública (no contexto de Fonoaudiologia). Durante a nossa conversa, em que eu explicava a ela a minha opinião sobre esta unificação de vestibulares (opinião que deixarei para expressar em outro “post”), o contexto ampliou e ela fez a seguinte afirmação: “Na minha visão, educação é saúde pública!”.

Fui pego de surpresa. Não esperava uma afirmação como essa pois eu nunca tinha enxergado a educação desta forma. Por este motivo aprofundei no papo para entender como ela tinha chegado nesta conclusão. Após varias idas e vindas, ela chegou à seguinte definição: “Tudo aquilo que é voltado para o bem estar e a evolução do ser humano, é saúde publica”. Pensei comigo: “Educação é voltada para o bem estar do ser humano? Claro!” Então é saúde pública? Neste contexto, eu diria que sim.

Após esta reflexão me lembrei que, no texto da Reforma do Estado de 1995 educação e saúde são classificadas na mesma seara, como “Serviços Não-Exclusivos”.

Concluindo, esta visão fez muito sentido para mim, principalmente se eu citar a ideologia da Cadsoft, que ajudei a construir e luto diariamente para perenizar: “Participar do aprimoramento educacional visando o progresso humano, em conjunto com Instituições éticas e atentas ao bem-estar social, contribuindo para formação de uma comunidade próspera e humana que compartilha, ensina, aprende e se doa”

domingo, 5 de abril de 2009

O Líder Amoroso

Recentemente eu li um livro chamado “As Sete Virtudes do Líder Amoroso”. É um livro sobre liderança, na mesma linha do livro “O Monge e o Executivo”, porém, invés de tratar do líder servidor, trata do líder amoroso. O principio básico do livro é o “Hino ao Amor” de Paulo de Tarso, que a na bíblia (pelo menos na que eu tenho aqui em casa) é encontrado na Primeira Carta aos Coríntos, no capitulo 13. Os leitores, principalmente da geração que cresceu nos anos 80 e 90, devem conhecer parte deste texto através da musica “Monte Castelo”, da Legião Urbana. Mas porque eu estou falando tanto deste livro? Porque ele foi escrito por um padre (Pe. Joãozinho, SCJ).

Estamos acostumados a ler livros de lideranças escritos por “gurus” badalados, na moda, que dizem nos trazer as soluções para sermos grandes lideres. E estamos acostumados a ler livros de auto-ajuda, espiritualidade, família, religiosidade, escrito por padres. Mas, confesso que, ao receber um livro que fala de liderança, escrito por um padre, tive certa desconfiança. A primeira coisa que pensei foi: O que um padre pode entender de liderança? Mas, antes que meu “pré-conceito” sobre os conhecimentos de liderança de um padre pudessem minar meu interesse naquela leitura, pensei: Ele é um líder, como outro qualquer. Ele lidera pessoas, a diferença é que a ideologia dele provavelmente é a Fé.

Basicamente o livro fala das 7 virtudes que um líder amoroso deve ter, embasadas no hino ao amor, que já citei acima. São estas as virtudes:

  • O líder comunicativo;
  • O líder confiante;
  • O líder solidário;
  • O líder paciente;
  • O líder discreto;
  • O líder honesto;
  • O líder resiliente;

O tema é atual, a leitura é fácil (apesar de não aprofundar nos conceitos que levaram o autor a defini-los) e a adaptação de um texto escrito há tantos séculos aos dias de hoje, se torna muito curiosa.

E, antes que pensem que é um sobre religião ou sobre a igreja, esclareço: É um livro sobre atitudes, embasadas no amor ao próximo e a si mesmo, que podem ajudar a um líder a liderar.