domingo, 1 de novembro de 2009
O deslocamento da identidade cultural
domingo, 25 de outubro de 2009
Como é bom poder confiar

Finalmente aconteceu. Depois de quase três anos planejando uma viagem, no dia 23/10/2009 embarquei para Londres onde ficarei por cerca de quatro meses. Durante estes três anos que antecederam esta viagem, quando eu comentava com as pessoas sobre o período que ficaria fora, dentre várias perguntas duas delas sempre acabavam por surgir:
- O que você vai fazer lá?
- E a Cadsoft? Como vai ser?
A resposta da primeira pergunta era sempre a mesma: “Um breve sabático com imersão na língua inglesa.”.
Mas eu sempre fugi da segunda resposta. Era evasivo, nunca dava detalhes e “enrolava”, até conseguir trocar de assunto. Mas porque? Porque eu queria falar sobre isso somente agora.
Esta pergunta sempre vinha acompanhada de dois vieses. Um deles era a dúvida se eu voltaria para a Cadsoft. Bom, a resposta é simples: Claro! Amo o que faço, compartilho de uma ideologia única e mais importante do que tudo, sou apaixonado pelas pessoas que formam esta comunidade.
O outro viés era o seguinte: “E como a Cadsoft vai ficar neste período, já que você tem uma posição de liderança?” Resposta mais simples ainda: Confiança!
A Cadsoft é formada por pessoas que compartilham valores, que se comprometeram com uma causa e que sabem claramente qual a nossa estratégia. Conta também com um time de líderes que, além de estar em constante evolução, é muito competente. E claro, tem o seu maestro, já que todo orquestra precisa de um. Fácil de entender porque confiança?
Vou ter saudade, mas aquela saudade boa, de quem quer muito voltar. Voltar porque a cada dia “descubro e conquisto” novos amigos na Cadsoft. A cada dia eles me “entregam” interesse e me “surpreendem” com o cuidado. Aliás, “cuidado que me fideliza” e me obriga a cada dia melhorar, me “criar”, me recriar e sempre me “modernizar” porque a “evolução” é necessária, sempre em busca da “consolidação”, seja do caráter ou das relações. Cada pessoa que faz parte desta comunidade é o seu “sustento” e é impossível “imaginar” uma Cadsoft sem se “desenvolver e sem cuidar” de cada um de nós.
Até breve Cadsoft!
sábado, 26 de setembro de 2009
Marmelada não era para ser doce?

Pouca vezes na minha vida senti vergonha de ser brasileiro. Em todas que senti foi muito ruim porque desde que sou muito pequeno me lembro de meus pais me ensinarem a seguinte ordem de importância das coisas: Deus, Pátria e Família. Seguindo esta lógica eu preciso acreditar em um Deus (seja ele qual for, mesmo que uma força maior), amar e cuidar da minha pátria para então poder constituir e cuidar de minha família.
Voltando ao tema central deste post, senti vergonha de ser brasileiro ao saber da “marmelada” na Fórmula 1. Sou apaixonado por esporte e amante passional de Fórmula 1. Assim como em qualquer tema de nossa vida acredito que no esporte precisamos de integridade e ética. Muitos falaram sobre a pressão que o Nelson estava sofrendo, que no lugar dele poderiam agir assim e que não deveríamos julgá-lo. Mas isso me parece proteção da imprensa só porque ele é brasileiro. Por muito menos “destruíram” o Schumacher (quando ele passou o Rubinho no último segundo da prova, por ordem da Ferrari).
Isso me faz pensar no problema central do Brasil: passividade. No Brasil temos o péssimo hábito de encontrar desculpas verdadeiras para falta de ética, de justiça e de caráter. E parece que neste episódio estamos fazendo isso de novo. Amanhã o fantástico vai veicular uma entrevista do Reginaldo Leme com o Nelson Piquet “pai”. Gostaria muito de acreditar que ele vai dizer, com todas as letras, que o filho errou e que merece pagar pelo erro. Porém tenho a impressão de que ele vai dizer que o filho errou, mas que era muita pressão para um “garoto” de 24 anos e que não sabia bem o que fazia. Bom, então ele não deveria estar dirigindo um carro que pode chegar a 300 km/h e colocar em risco a vida de mais 19 pilotos.
Para o Nelson “filho” desejo compaixão, porque infelizmente não acredito que ele vai aprender o que precisa, já que não vai pagar pelo seu erro.
Para o Nelson “pai” deixo uma pergunta: Porque este assunto só veio a tona depois que seu filho foi demitido da equipe?
Para os brasileiros que amam nossa pátria desejo consciência. E fé!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Sobre Competência e Atitude

segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Inteligência e Maturidade
Há algumas semanas eu estava conversando com o Alexandre da Cadsoft, amigo e líder do processo de trabalho que chamamos de “Descobrir e Conquistar”. Estávamos discutindo sobre inteligência e maturidade. Como é bom trabalhar com pessoas inteligentes, mesmo que ainda imaturas. Imaturidade neste contexto estava esta relacionada principalmente com a falta de experiência. Falávamos que é melhor ter pessoas muito inteligentes e imaturas do que pessoas maduras mas que não fazem o uso adequado de suas inteligências para solucionar todos os “problemas” que precisamos administrar diariamente.
Esse papo me fez lembrar uma lição que tive, há uns 5 anos atrás, quando estava em uma reunião com o gerente de planejamento de um cliente que atendo em São Paulo. Nós estávamos conversando sobre a dificuldade que estávamos tendo em um projeto e um dos motivos que eu apontei foi a velocidade (muito acelerada) que uma das pessoas que estava a frente do projeto impunha para toda a equipe. E ele me disse, com toda a tranqüilidade que lhe era peculiar: “Daniel, eu prefiro trabalhar com pessoas que eu precise segurar do que com pessoas que eu precise empurrar”. Engoli seco, refleti, dei razão a ele e fomos para o próximo tópico da reunião.
Voltando ao papo com o Alexandre, concluímos que realmente a lição acima é valiosa. Como é bom trabalhar com pessoas inteligentes e que temos que segurar (ajudar a controlar o ímpeto que ainda não é administrado pela falta de experiência) do que pessoas que temos que ficar o tempo todo empurrando.
A nossa conclusão final foi sobre a importância de escolher adequadamente as pessoas e suas inteligências necessárias para desempenhar cada atividade da nossa empresa.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Indicadores são para aprendizado e não para controle
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Admirar a vida que soubemos fazer – 20 anos de Cadsoft!

domingo, 5 de julho de 2009
“Seje” bem-vindo ao Museu da Língua Portuguesa

segunda-feira, 1 de junho de 2009
O Pequeno Príncipe e Victor Frankl

sábado, 23 de maio de 2009
Liderança :: Cargo ou Postura?
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Só funcionamos no chicote?


sábado, 2 de maio de 2009
Cuida de mim, não da minha vida

terça-feira, 21 de abril de 2009
A Casa do Grito!

segunda-feira, 13 de abril de 2009
Educação é Saúde Pública?
domingo, 5 de abril de 2009
O Líder Amoroso
Recentemente eu li um livro chamado “As Sete Virtudes do Líder Amoroso”. É um livro sobre liderança, na mesma linha do livro “O Monge e o Executivo”, porém, invés de tratar do líder servidor, trata do líder amoroso. O principio básico do livro é o “Hino ao Amor” de Paulo de Tarso, que a na bíblia (pelo menos na que eu tenho aqui em casa) é encontrado na Primeira Carta aos Coríntos, no capitulo 13. Os leitores, principalmente da geração que cresceu nos anos 80 e 90, devem conhecer parte deste texto através da musica “Monte Castelo”, da Legião Urbana. Mas porque eu estou falando tanto deste livro? Porque ele foi escrito por um padre (Pe. Joãozinho, SCJ).
Estamos acostumados a ler livros de lideranças escritos por “gurus” badalados, na moda, que dizem nos trazer as soluções para sermos grandes lideres. E estamos acostumados a ler livros de auto-ajuda, espiritualidade, família, religiosidade, escrito por padres. Mas, confesso que, ao receber um livro que fala de liderança, escrito por um padre, tive certa desconfiança. A primeira coisa que pensei foi: O que um padre pode entender de liderança? Mas, antes que meu “pré-conceito” sobre os conhecimentos de liderança de um padre pudessem minar meu interesse naquela leitura, pensei: Ele é um líder, como outro qualquer. Ele lidera pessoas, a diferença é que a ideologia dele provavelmente é a Fé.
Basicamente o livro fala das 7 virtudes que um líder amoroso deve ter, embasadas no hino ao amor, que já citei acima. São estas as virtudes:
- O líder comunicativo;
- O líder confiante;
- O líder solidário;
- O líder paciente;
- O líder discreto;
- O líder honesto;
- O líder resiliente;
O tema é atual, a leitura é fácil (apesar de não aprofundar nos conceitos que levaram o autor a defini-los) e a adaptação de um texto escrito há tantos séculos aos dias de hoje, se torna muito curiosa.
E, antes que pensem que é um sobre religião ou sobre a igreja, esclareço: É um livro sobre atitudes, embasadas no amor ao próximo e a si mesmo, que podem ajudar a um líder a liderar.
domingo, 29 de março de 2009
Líderes que andam de “muleta”
segunda-feira, 23 de março de 2009
Fome-zero, cárie-zero, furo na roupa-zero...
terça-feira, 10 de março de 2009
Dia internacional da mulher: Comemorar ou se envergonhar?
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Acreditar: depende da intenção?
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A responsabilidade de um líder
- Estabelecer junto de seus liderados uma visão clara de futuro. Onde todos juntos (seja uma empresa, uma família ou uma comunidade) querem e pretendem chegar. E o que farão para atingir este futuro desejado.
- Enxergar as competências existentes em sua equipe e, principalmente, ter claro em sua mente quais as suas próprias limitações. Somente diante de suas limitações poderá escolher pessoas melhores do que ele para desenvolver atividades necessárias para a busca do futuro desejado.
- Cuidar para que suas limitações pessoais não coloquem em risco o objetivo compartilhado com seus pares. O líder tem esta obrigação!
- Estar atento para que sua equipe esteja unida e com foco no futuro desejado. Somente com foco e união dos envolvidos, através de ações consistentes, é que este futuro será alcançado.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O difícil exercício de acreditar
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
O limiar entre a Humildade e Hipocrisia
Essa semana estava conversando com alguns amigos da Cadsoft, Alysson, Alexandre e Miron. Numa conversa paralela com o Alysson fiz uma brincadeira dizendo que ele era realmente um cara humilde. O Miron ouviu a brincadeira e disse: O Alysson humilde? Não ele é hipócrita. E todos começaram a rir da piada. Mas logo após os risos, começamos a discutir a diferença entre humildade e hipocrisia, porém, sem chegar num consenso.
Depois deste bate papo fiquei pensando muito sobre esta diferença. Já escrevi sobre hipocrisia neste blog, em outubro do ano passado. Naquele post defini a hipocrisia como um desalinhamento entre aquilo que pensamos e sentimos daquilo que fazemos e mostramos ao mundo. Na wikipedia hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Evoluindo um pouco mais, é como se NÃO vivêssemos o que realmente somos. Pesquisando sobre humildade descobri que é a qualidade daqueles que não tentam se projetar sobre outras pessoas nem se mostrar superior a elas. Aquele que se vangloria da sua humildade, mostra simplesmente que não a tem. A humildade no senso comum é entendida como uma virtude e, logo, se hipocrisia é o ato de fingir ter uma determinada virtude que não se tem podemos inferir que, aquele que tenta se mostrar humilde pode acabar sendo interpretado como hipócrita.
Apenas para não deixar dúvidas, o Alysson não foi nem humilde nem hipócrita, porque nós o “rotulamos” naquele momento, pela brincadeira.
Mas e se fosse verdade? Como discernir entre um ato de humildade ou de hipocrisia? Não tenho essa resposta, mas gostaria de compartilhar o que penso sobre isso. Talvez seja difícil entender se uma pessoa esta sendo hipócrita ou humilde (em outras palavras, se ela esta sendo real ou se esta se mostrando diferente do que é) num primeiro contato porque não a conhecemos. Se tentarmos discernir à primeira impressão corremos o risco de sermos preconceituosos (ver o post do dia 12/01/2009) e até injustos. Mas se a convivência se torna mais freqüente podemos facilmente observar alguns pontos discrepantes entre o discurso e a atitude. Somos aquilo que fazemos e não aquilo que falamos. Claro que nossas atitudes nem sempre refletem nossa intenção (e isso é assunto pra outro post) e também não podemos julgar alguém um hipócrita apenas por uma atitude isolada, por isso a importância da freqüência e da convivência.
Por fim, antes de concluir que uma pessoa é hipócrita, livre-se de seus preconceitos, conheça de verdade esta pessoa, atente-se às suas atitudes e não deixe de enxergar que por detrás delas pode ter uma intenção mal interpretada.
Alguma outra idéia?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Ensaio sobre o Preconceito e a Tolerância
- Nossa educação, formal e informal (na escola, em casa, na igreja)
- Enraizadas em nossa sociedade e em nossa cultura (pátria, comunidade, “tribos”)
- Experiências que vivemos ao longo da nossa vida
- E também, por medo!
