No último “post” eu escrevi um pouco sobre os tempos Chronos e Kairós. Para explorar um pouco mais sobre o assunto, vou escrever sobre o que entendo por felicidade. Tenho conversado com vários amigos nos últimos dois anos sobre definição de felicidade. Claro que nestas discussões várias versões, idéias, concepções e vivencias surgiram, e todas com muita riqueza principalmente de sentimentos e valores. Porém, pude perceber que a maioria das pessoas entende a felicidade como “momentos”, e de acordo com o último post, poderia deduzir que, para a maioria, felicidade é um momento Kairós. Diante disto, fica claro que as pessoas “estão” felizes em determinados momentos que são invadidas por sentimentos de prazer, alegria, satisfação , reconhecimento e outros tantos. Porém, diante de uma situação que os leva a tristeza, chateação, descontentamento, entendem que não “estão” felizes. Ou seja, felicidade é “estar”.
Depois de tanto conversar, de tanto ler sobre o assunto e de tanto refletir, cheguei a uma conclusão que compartilho com vocês: A felicidade é “ser” e não “estar”. Mas e os momentos de tristeza? A verdadeira felicidade, a felicidade plena, em minha concepção, é formada por momentos únicos, inesquecíveis (kairós), por momentos bons e também por momentos não tão bons. A nossa vida é assim! Sabemos que um dia nossos pais vão morrer, pois é a ordem natural, sabemos que um dia vamos brigar com o nosso cônjuge, pois é dinâmica dos relacionamentos e sabemos que um dia vamos ficar doentes, pois ninguém é de ferro. Situações como estas fazem parte da verdadeira felicidade, pois são parte do fluxo natural da vida. E se queremos viver este fluxo, temos que “ser” felizes, contemplando todos os momentos e tentando tirar o melhor de cada oportunidade vivida.
