segunda-feira, 27 de julho de 2009

Admirar a vida que soubemos fazer – 20 anos de Cadsoft!


No dia 30 de junho de 2009 a Cadsoft, empresa que trabalho ha quase 10 anos, comemorou 20 anos de estrada. Num país que tem média muito baixa de “sobrevivência” das empresas, chegar a 20 anos de idade é muito especial. E para comemorar o nosso aniversário tivemos algumas comemorações que vão ficar pra sempre em nossa memória. No dia 29/06 paramos o bate papo semanal do Glauson com toda a equipe (conhecido como “acolhida”) e fizemos um agradecimento especial aos fundadores da empresa: o próprio Glauson e o Rodrigo. Entregamos a eles muitos abraços, um vídeo comemorativo (feito pela equipe da Cadsoft), uma festa no estilo “buteco mineiro” e muita, muita fé no futuro que ainda esta por vir.

Por uma escolha muito feliz da Marina, que ficou responsável por editar o vídeo, a música de fundo foi “Dessa vez” do Nando Reis, que inicia assim: 

“É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer. É bom olhar pra frente. É bom nunca é igual, olhar beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo.”

E porque a escolha da musica foi tão feliz? 

Há poucos dias li um texto do Paulo Coelho chamado “Encerrando Ciclos”. Neste texto ele reflete sobre as etapas da nossa vida. Reflete sobre a importância de saber quando uma etapa chega ao final e é necessário abrir uma nova etapa, deixando para trás os momentos da vida que já se passaram.

Pensando sobre o texto acima percebi que, tão importante quanto saber encerrar um ciclo, é saber “admirar a vida que soubemos fazer”. E encerrado este ciclo, é bom saber “olhar pra frente”, sabendo que o futuro nunca é igual e sabendo também que é no futuro que habitam os nossos desafios, nossos planos, nossos projetos e as realizações que ainda estão por vir.

Penso que, passados estes 20 anos, a Cadsoft encerra mais um ciclo e abre as portas para um novo futuro. Claro que não vamos nos deitar no sucesso do passado e esperar que o futuro se repita, mas temos que saber admirar o que construímos e aproveitar os erros que cometemos nestes 20 anos para que, com muita FÉ, possamos comemorar 200 anos... Em breve!

PARABÉNS EQUIPE CADSOFT!!


domingo, 5 de julho de 2009

“Seje” bem-vindo ao Museu da Língua Portuguesa


É, você pode não acreditar, mas foi assim que fui recebido, neste domingo, pelo recepcionista do Museu da Língua Portuguesa, que fica na estação da Luz, em São Paulo, ao lado da Pinacoteca do estado.

O Museu da Língua Portuguesa, conforme descrito em seu site, adota a museografia a partir de um dado muito simples: seu acervo, nosso idioma, é um “patrimônio imaterial”, logo não pode ser guardado em uma redoma de vidro. Hoje o Brasil já dispõe de legislação específica que permite o tombamento de tal patrimônio, reconhecidamente importante para a manutenção e valorização da nossa identidade cultural.

No primeiro andar, que abriga exposições itinerantes, está em cartaz uma homenagem ao ano da França no Brasil, mostrando toda a influência da língua francesa em nossa língua.

O segundo andar, voltado para a “genealogia” da Língua Portuguesa, explica sua origem desde a sua língua mãe, chamada indo-europeia, passando pelo latim, latim vulgar e o português colonial. Finalmente somos inundados de informação sobre a influência do Tupi, Tupinambá (ambas línguas faladas pelos indígenas que viviam em nosso território), do bando (língua mãe de muitas línguas africanas, trazida pelos escravos daquele continente) e de tantas outras línguas vindas junto com os imigrantes que procuravam, no Brasil, a esperança de uma vida melhor. Todas estas influências formaram o que hoje conhecemos como a Língua Portuguesa Brasileira. 

No terceiro andar entramos em contato com uma diversidade de formas, cores, sons e, claro, palavras, muitas palavras, que buscam expressar a grandeza da nossa língua através de músicas, poemas e trechos de obras escritas em nossa língua. 

É claro que a visita é de grande valia, mas, assim como em qualquer projeto, atividade ou tarefa que fazemos em nossa vida, a atenção aos detalhes é determinante para o sucesso ou insucesso da nossa empreitada: “Seje bem-vindo” foi inaceitável! Apesar de toda beleza e magnitude do museu, nunca vou me esquecer deste “pequeno detalhe”.