domingo, 5 de abril de 2009

O Líder Amoroso

Recentemente eu li um livro chamado “As Sete Virtudes do Líder Amoroso”. É um livro sobre liderança, na mesma linha do livro “O Monge e o Executivo”, porém, invés de tratar do líder servidor, trata do líder amoroso. O principio básico do livro é o “Hino ao Amor” de Paulo de Tarso, que a na bíblia (pelo menos na que eu tenho aqui em casa) é encontrado na Primeira Carta aos Coríntos, no capitulo 13. Os leitores, principalmente da geração que cresceu nos anos 80 e 90, devem conhecer parte deste texto através da musica “Monte Castelo”, da Legião Urbana. Mas porque eu estou falando tanto deste livro? Porque ele foi escrito por um padre (Pe. Joãozinho, SCJ).

Estamos acostumados a ler livros de lideranças escritos por “gurus” badalados, na moda, que dizem nos trazer as soluções para sermos grandes lideres. E estamos acostumados a ler livros de auto-ajuda, espiritualidade, família, religiosidade, escrito por padres. Mas, confesso que, ao receber um livro que fala de liderança, escrito por um padre, tive certa desconfiança. A primeira coisa que pensei foi: O que um padre pode entender de liderança? Mas, antes que meu “pré-conceito” sobre os conhecimentos de liderança de um padre pudessem minar meu interesse naquela leitura, pensei: Ele é um líder, como outro qualquer. Ele lidera pessoas, a diferença é que a ideologia dele provavelmente é a Fé.

Basicamente o livro fala das 7 virtudes que um líder amoroso deve ter, embasadas no hino ao amor, que já citei acima. São estas as virtudes:

  • O líder comunicativo;
  • O líder confiante;
  • O líder solidário;
  • O líder paciente;
  • O líder discreto;
  • O líder honesto;
  • O líder resiliente;

O tema é atual, a leitura é fácil (apesar de não aprofundar nos conceitos que levaram o autor a defini-los) e a adaptação de um texto escrito há tantos séculos aos dias de hoje, se torna muito curiosa.

E, antes que pensem que é um sobre religião ou sobre a igreja, esclareço: É um livro sobre atitudes, embasadas no amor ao próximo e a si mesmo, que podem ajudar a um líder a liderar. 


8 comentários:

Beicom disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Beicom disse...
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Beicom disse...

Daniel só para lembrar o padres são formados para serem lideres (políticos, comunitários e religiosos) de sua paróquias. Sem contar que a igreja possui tem pelo menos 2000 anos de experiencia na formação deste lideres.
Posso estar errado mas nenhuma outra "escola de administração" tem este tempo de experiencia.
Durante pelo 1500 anos a ICAR controlou o sistema de ensino.
A obra que iniciou a administração (ocidental) O Príncipe sem vínculos com a Igreja é de 1532.
Por mais que eu não goste desta idéia a ICAR ainda tem muito a nos ensinar.

Leo Carvalho disse...

Muito legal este post Dan. Acho muito interessante ouvir falar deste livro, pois podemos ver no mundo atual uma grande pluralidade de religiões e mais do que nunca os padres precisam ser bons líderes para conduzir e manter os fieis nas paróquias. Alem disso, o pároco também possui a responsabilidade de administrar a paróquia. Apesar do foco da igreja ser a fé, ela também precisa de dinheiro para sobreviver e isso quem administra são os párocos. Quero ler este livro depois. :-)

Abraços

Unknown disse...

Daniel,
Ainda não li o livro, mas pretendo fazê-lo.
Permita-me usar seu blog para discordar, somente um pouco, do leitor acima (Beicom). Beicom, permita-me fazer algumas observações, con todo respeito. Os padres não eram preparados para serem líderes e sim para serem "Chefes" o que é bem diferente de liderança. Um princípio da verdadeira liderança é a democracia (senão, nunca será um lider carismárico, transformador, servidor, educador, amoroso...) e o que a ICAR prega é o autoritarismo. Por falar em escola, muito antes de existir a ICAR, podemos ver na Bíblia uma das grandes lições de administração e liderança, quando o sogro de Moises, Jetro (ou Yetro ou Hobabe)o ensina a dividir o povo de Israel, errante pelo deserto, em 10 grupos e nomear um responsável por cada grupo, assim Moises teria mais tempo para planejar e conversar com esses 10, e ensinar cada um dos dez fazer o mesmo, etc. (essa passagem encontra-se na Torá).
Hoje acredito fortemente, que a ICAR não tem mais nada a ensinar, tanto é que a maioria das escolas, ainda confessionais, estão tendo terceirizados os métodos de ensino (para o Objetivo, Anglo, Universitário etc.) e sim, muito a aprender, pois dia-a-dia perdem fiéis para outras denominações.

Daniel Antonucci disse...

Pessoal,

Fico muito feliz com a riqueza das colocações. Confesso que aprendi muito, principalmente com as visões diferentes sobre a ICAR.

Acredito que a igreja católica por muitos anos dominou diversas áreas do conhecimento e, atualmente, tem aberto portas para novos conhecimentos, mesmo que não vindos de suas entranhas.

Ainda assim acredito que, como todas instituições de bem, podemos aprender muito com ela.

Abraços,
Daniel

Robson Godoy disse...

Oi Dan! Tudo bem Cara?!

Fiquei muito feliz em saber que você gostou do livro e te digo que no meu ponto de vista o AMOR está muitíssimo mais ligado a liderança do que ousamos imaginar.

O amor que conhecemos, além do amor sentimento, é o mesmo usado por Deus que disperta a vocação em um Padre para deixar tudo, estudar muito e se dedicar só a comunidade e a Deus. Esse amor não é ensinado nos seminários, ele é colocado por Deus dentro do ser escolhido, por isso a vocação disperta, por isso esse ser se transforma em um lider, não existe imposição, muito menos autoritarismo, infelizmente o que existe são histórias inventadas por quem não sabe e não sente verdadeiramente o que é o Espírito Santo de Deus preenchendo o ser que se deixa levar por ELE.

Eu, particularmente, convido quem quiser a fazer essa experiência de renovação que está acontecendo dentro da igreja, assim poderemos entender e aceitar melhor os erros do passado, os absurdos que alguns Padres ainda cometem e, principalmente, aprender a não cometer os mesmos erros e ensinar aos outros para que também não cometam.

Um grande abraço meu irmão e fique com Deus!

Anônimo disse...

Gostei muito do seu comentário sobre o livro. Eu li e achei um tanto repetitivo quanto a questão liderança, pois estou lendo muitos livros voltados a este tema. Confesso que a ideia de usar a Carta de Paulo de Tarso foi muito original e católica é claro, afinal quem escreveu foi um padre. Minhas ideias quanto a liderança é um pouco difusa pela fato de ter trabalhado com lideranças de outros países e perceber que o Amor esta muito, mas muito longe de Liderança. Apenas creio que as atitudes que o amor provoca podem mudar a forma de liderar, mas isso depende de pessoa para pessoa.

Agradeço por seu comentário e um grande abraço.

Aproveito para indicar-lhe outro livro para que faça suas considerações, será muito interessante. Ele se chama " O monge que vendeu sua Ferrari" de Robin Sharma.