
É, você pode não acreditar, mas foi assim que fui recebido, neste domingo, pelo recepcionista do Museu da Língua Portuguesa, que fica na estação da Luz, em São Paulo, ao lado da Pinacoteca do estado.
O Museu da Língua Portuguesa, conforme descrito em seu site, adota a museografia a partir de um dado muito simples: seu acervo, nosso idioma, é um “patrimônio imaterial”, logo não pode ser guardado em uma redoma de vidro. Hoje o Brasil já dispõe de legislação específica que permite o tombamento de tal patrimônio, reconhecidamente importante para a manutenção e valorização da nossa identidade cultural.
No primeiro andar, que abriga exposições itinerantes, está em cartaz uma homenagem ao ano da França no Brasil, mostrando toda a influência da língua francesa em nossa língua.
O segundo andar, voltado para a “genealogia” da Língua Portuguesa, explica sua origem desde a sua língua mãe, chamada indo-europeia, passando pelo latim, latim vulgar e o português colonial. Finalmente somos inundados de informação sobre a influência do Tupi, Tupinambá (ambas línguas faladas pelos indígenas que viviam em nosso território), do bando (língua mãe de muitas línguas africanas, trazida pelos escravos daquele continente) e de tantas outras línguas vindas junto com os imigrantes que procuravam, no Brasil, a esperança de uma vida melhor. Todas estas influências formaram o que hoje conhecemos como a Língua Portuguesa Brasileira.
No terceiro andar entramos em contato com uma diversidade de formas, cores, sons e, claro, palavras, muitas palavras, que buscam expressar a grandeza da nossa língua através de músicas, poemas e trechos de obras escritas em nossa língua.
É claro que a visita é de grande valia, mas, assim como em qualquer projeto, atividade ou tarefa que fazemos em nossa vida, a atenção aos detalhes é determinante para o sucesso ou insucesso da nossa empreitada: “Seje bem-vindo” foi inaceitável! Apesar de toda beleza e magnitude do museu, nunca vou me esquecer deste “pequeno detalhe”.

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