
Pouca vezes na minha vida senti vergonha de ser brasileiro. Em todas que senti foi muito ruim porque desde que sou muito pequeno me lembro de meus pais me ensinarem a seguinte ordem de importância das coisas: Deus, Pátria e Família. Seguindo esta lógica eu preciso acreditar em um Deus (seja ele qual for, mesmo que uma força maior), amar e cuidar da minha pátria para então poder constituir e cuidar de minha família.
Voltando ao tema central deste post, senti vergonha de ser brasileiro ao saber da “marmelada” na Fórmula 1. Sou apaixonado por esporte e amante passional de Fórmula 1. Assim como em qualquer tema de nossa vida acredito que no esporte precisamos de integridade e ética. Muitos falaram sobre a pressão que o Nelson estava sofrendo, que no lugar dele poderiam agir assim e que não deveríamos julgá-lo. Mas isso me parece proteção da imprensa só porque ele é brasileiro. Por muito menos “destruíram” o Schumacher (quando ele passou o Rubinho no último segundo da prova, por ordem da Ferrari).
Isso me faz pensar no problema central do Brasil: passividade. No Brasil temos o péssimo hábito de encontrar desculpas verdadeiras para falta de ética, de justiça e de caráter. E parece que neste episódio estamos fazendo isso de novo. Amanhã o fantástico vai veicular uma entrevista do Reginaldo Leme com o Nelson Piquet “pai”. Gostaria muito de acreditar que ele vai dizer, com todas as letras, que o filho errou e que merece pagar pelo erro. Porém tenho a impressão de que ele vai dizer que o filho errou, mas que era muita pressão para um “garoto” de 24 anos e que não sabia bem o que fazia. Bom, então ele não deveria estar dirigindo um carro que pode chegar a 300 km/h e colocar em risco a vida de mais 19 pilotos.
Para o Nelson “filho” desejo compaixão, porque infelizmente não acredito que ele vai aprender o que precisa, já que não vai pagar pelo seu erro.
Para o Nelson “pai” deixo uma pergunta: Porque este assunto só veio a tona depois que seu filho foi demitido da equipe?
Para os brasileiros que amam nossa pátria desejo consciência. E fé!

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