
Semanalmente o Glauson, líder da Cadsoft, faz um trabalho que ele chama de Acolhida. É um bate papo com os colaboradores onde ele discorre sobre diversos temas e trabalha a ampliação da competência da equipe através de dinâmicas, reflexões e pensamentos. Semana passada, em uma destas acolhidas, ele passou um trecho do filme O Pequeno Príncipe, baseado na obra de Antoine de Saint-Exupéry. O trecho passado mostra a conversa entre o pequeno príncipe e a raposa, onde no início a raposa tem medo do príncipe, pois, assim como todos os seres humanos, ele deve ter uma arma e esta ali para caçá-la. E o príncipe tenta mostrar a raposa que ele é diferente, que vive em um mundo diferente, sem armas, sem violência. E a raposa se convence que aquele menino é diferente a ponto de pedir que ele a cative.
Nesta mesma semana eu estava lendo um livro sobre liderança e os autores citaram, como exemplo de líder, o médico psiquiatra austríaco Victor Frankl. Frankl esteve preso em Auschwitz, um dos campos de concentração símbolos do holocausto e onde morreram mais de hum milhão de judeus. Porém ele desenvolveu uma capacidade de projetar seus sonhos de futuro, no presente. Ele criava mentalmente o ambiente desejado, desprezando a situação atual, de forma que em sua visão a guerra já havia terminado, as pessoas não estavam mais correndo perigo de vida e os campos de concentração não existiam mais. Ele criou, para a sua salvação e de outras pessoas ao seu redor, um mundo diferente daquele que ele vivia, e isso o manteve vivo para ser liberto após o final da guerra.
Estas duas passagens me fizeram concluir que temos a capacidade de projetar e de viver em um mundo diferente. Isso não significa alienação e sim uma escolha. Eu posso escolher viver e construir algo diferente do que temos hoje e, por ser uma escolha pessoal, eu posso construir aquilo que acredito ser o melhor para todos nós.
Faça também a sua escolha.

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