Passei esta semana em BH, na sede da Cadsoft. Na quinta-feira fui almoçar com a Patricia, que trabalha no Sustentar da nossa empresa e, entre várias coisas, conversamos sobre relacionamentos humanos e o tempo que dedicamos a cada um deles. Quanto tempo dedico a meu cônjuge, aos meus pais, aos meus amigos, a pessoas desconhecidas, a clientes, afilhados, sobrinhos, primos, e tantos outros? A principal conclusão que chegamos é que algumas pessoas precisam de quantidade de tempo e outras de qualidade de tempo. Desta conclusão acabei me lembrando de um conceito que aprendi no passado: O Tempo Chronos e o tempo Kairós.
Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: Chronos e Kairós. Enquanto o Chronos refere-se ao tempo cronológico, ou seqüencial, Kairós é um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Kairós, na teologia, descreve a forma qualitativa do tempo, o "tempo de Deus", enquanto chronos é de natureza quantitativa, o "tempo dos homens". Em síntese pode-se dizer que o tempo humano (medido) é descrito em horas e suas divisões (dias, semanas, anos), enquanto que Kairós descreve "o tempo de Deus", que não pode ser medido e sim vivido.
Independente de crença religiosa, enxergo Kairós como um tempo divino, especial, único, insubstituível e principalmente, que não depende de quantidade e sim de qualidade. Em cada relação que estabeleço em meu dia a dia procuro viver momentos Kairós, intensos, reais e inteiros. Procuro dedicar o máximo de atenção para aquela pessoa que estou me relacionando, para que ao final daquele momento, ambos possam sentir que aquele “tempo” realmente “valeu a pena”.
Relações baseadas em tempo Kairós são duradouras, marcantes, inesquecíveis e te deixam sempre com vontade de repeti-las. Por isso faço o convite a todos para que vivam relações baseadas em tempo Kairós e deixem o tempo Chronos para a Formula 1!

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