sábado, 22 de novembro de 2008

A verdadeira felicidade

No último “post” eu escrevi um pouco sobre os tempos Chronos e Kairós. Para explorar um pouco mais sobre o assunto, vou escrever sobre o que entendo por felicidade. Tenho conversado com vários amigos nos últimos dois anos sobre definição de felicidade. Claro que nestas discussões várias versões, idéias, concepções e vivencias surgiram, e todas com muita riqueza principalmente de sentimentos e valores. Porém, pude perceber que a maioria das pessoas entende a felicidade como “momentos”, e de acordo com o último post, poderia deduzir que, para a maioria, felicidade é um momento Kairós. Diante disto, fica claro que as pessoas “estão” felizes em determinados momentos que são invadidas por sentimentos de prazer, alegria, satisfação , reconhecimento e outros tantos. Porém, diante de uma situação que os leva a tristeza, chateação, descontentamento, entendem que não “estão” felizes. Ou seja, felicidade é “estar”.

Depois de tanto conversar, de tanto ler sobre o assunto e de tanto refletir, cheguei a uma conclusão que compartilho com vocês: A felicidade é “ser” e não “estar”. Mas e os momentos de tristeza? A verdadeira felicidade, a felicidade plena, em minha concepção, é formada por momentos únicos, inesquecíveis (kairós), por momentos bons e também por momentos não tão bons. A nossa vida é assim! Sabemos que um dia nossos pais vão morrer, pois é a ordem natural, sabemos que um dia vamos brigar com o nosso cônjuge, pois é dinâmica dos relacionamentos e sabemos que um dia vamos ficar doentes, pois ninguém é de ferro. Situações como estas fazem parte da verdadeira felicidade, pois são parte do fluxo natural da vida. E se queremos viver este fluxo, temos que “ser” felizes, contemplando todos os momentos e tentando tirar o melhor de cada oportunidade vivida.

4 comentários:

Unknown disse...

Dan,
Além de ser,a felicidade é um estado de espírito, não no sentido religioso, mas no sentido de estar bem consigo mesmo.
Sim, a vida é formada de momentos, alegres e tristes, e muitas vezes os tristes valorizam os felizes. Cabe a nós trabalharmos os tristes e valorizarmos os felizes e vivê-los em plenitude.
Beijos.
Calixto

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alexandre disse...

Muito Bom...

Bem ao estilo "ser" ou "ter", entendo que tudo depende (é essa pode ser a palavra chave)de como levamos e enxergamos a vida, se conseguimos entender de que tudo tem um lado bom e é necessário em nossa vida, podemos sim ser sempre felizes...

Mas essa "forma"de enxergar a vida e as situações cotidianas requer um treinamento e uma disciplina grande....

Mas o grande barato é pelo menos tentar, como já dizia o poeta "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

Abraços

Alexandre

Daniel Antonucci disse...

Ale e Prof. Calixto,

Concordo com ambas colocações.

A felicidade é estar bem consigo mesmo. No outro post, falei um pouco sobre expandir a consciência para o auto-conhecimento. Como estar bem consigo mesmo sem saber o que te faz feliz?

E a disciplina é realmente essencial para conseguirmos atingir a felicidade. Como diz Tranjan, disciplina é uma atitude de temperança ao adiar a satisfação.

Abraços,
Daniel