No último “post” eu escrevi um pouco sobre os tempos Chronos e Kairós. Para explorar um pouco mais sobre o assunto, vou escrever sobre o que entendo por felicidade. Tenho conversado com vários amigos nos últimos dois anos sobre definição de felicidade. Claro que nestas discussões várias versões, idéias, concepções e vivencias surgiram, e todas com muita riqueza principalmente de sentimentos e valores. Porém, pude perceber que a maioria das pessoas entende a felicidade como “momentos”, e de acordo com o último post, poderia deduzir que, para a maioria, felicidade é um momento Kairós. Diante disto, fica claro que as pessoas “estão” felizes em determinados momentos que são invadidas por sentimentos de prazer, alegria, satisfação , reconhecimento e outros tantos. Porém, diante de uma situação que os leva a tristeza, chateação, descontentamento, entendem que não “estão” felizes. Ou seja, felicidade é “estar”.
Depois de tanto conversar, de tanto ler sobre o assunto e de tanto refletir, cheguei a uma conclusão que compartilho com vocês: A felicidade é “ser” e não “estar”. Mas e os momentos de tristeza? A verdadeira felicidade, a felicidade plena, em minha concepção, é formada por momentos únicos, inesquecíveis (kairós), por momentos bons e também por momentos não tão bons. A nossa vida é assim! Sabemos que um dia nossos pais vão morrer, pois é a ordem natural, sabemos que um dia vamos brigar com o nosso cônjuge, pois é dinâmica dos relacionamentos e sabemos que um dia vamos ficar doentes, pois ninguém é de ferro. Situações como estas fazem parte da verdadeira felicidade, pois são parte do fluxo natural da vida. E se queremos viver este fluxo, temos que “ser” felizes, contemplando todos os momentos e tentando tirar o melhor de cada oportunidade vivida.

4 comentários:
Dan,
Além de ser,a felicidade é um estado de espírito, não no sentido religioso, mas no sentido de estar bem consigo mesmo.
Sim, a vida é formada de momentos, alegres e tristes, e muitas vezes os tristes valorizam os felizes. Cabe a nós trabalharmos os tristes e valorizarmos os felizes e vivê-los em plenitude.
Beijos.
Calixto
Muito Bom...
Bem ao estilo "ser" ou "ter", entendo que tudo depende (é essa pode ser a palavra chave)de como levamos e enxergamos a vida, se conseguimos entender de que tudo tem um lado bom e é necessário em nossa vida, podemos sim ser sempre felizes...
Mas essa "forma"de enxergar a vida e as situações cotidianas requer um treinamento e uma disciplina grande....
Mas o grande barato é pelo menos tentar, como já dizia o poeta "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"
Abraços
Alexandre
Ale e Prof. Calixto,
Concordo com ambas colocações.
A felicidade é estar bem consigo mesmo. No outro post, falei um pouco sobre expandir a consciência para o auto-conhecimento. Como estar bem consigo mesmo sem saber o que te faz feliz?
E a disciplina é realmente essencial para conseguirmos atingir a felicidade. Como diz Tranjan, disciplina é uma atitude de temperança ao adiar a satisfação.
Abraços,
Daniel
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